Esse blog é destinado a divulgação de trabalhos em E.V.A, reciclagem, mensagens, sugestões de atividades e projetos encontrados na net e/ou realizados por mim.Colaborem com ideias e críticas! Vamos compartilhar! "Leve é a tarefa quando muitos dividem o trabalho." Homero
terça-feira, 12 de julho de 2011
COMO NÃO EDUCAR SEUS FILHOS.
1 - Comece na infância a dar a seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando ele crescer,acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.
2 - Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso fará considerar-se interessante.
3 - Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa. Espere que ele chegue aos 21 anos e “decida por si mesmo”.
4 - Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros toda a responsabilidade.
5 - Discuta com freqüência na presença dele. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
6 - Dê-lhe todo o dinheiro que quiser.
7 - Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar frustrações prejudiciais.
8 - Tome partido dele contra vizinhos, professores e policiais. (Todos têm má vontade com seu filho).
9 - Quando ele se meter em alguma encrenca séria, dê desculpa: “Nunca consegui dominá-lo”.
10 - Prepara-se para uma vida de desgosto.
Livro: Educar pela conquista e pela Fé (Professor Felipe Aquino)
Fonte: Blog Amor em Ensinar
O Professor Bonzinho...
Diálogo, polidez e bom humor são aliados incondicionais para o bom relacionamento entre professores e alunos em sala de aula.
• Definir de forma clara e cristalina as regras disciplinares.
• Estabelecer canais límpidos de comunicação entre os alunos, diretores, pais, orientadores e professores.
• Assiduidade e pontualidade.
• Associar o conhecimento novo aos saberes que os alunos possuem.
• Preparar de maneira cuidadosa a aula.
• Traçar um projeto de atividades anuais, dividindo suas etapas semana após semana.
• Estabelecer, se possível em consenso com a classe, os limites desejáveis das condutas e cobrá-los sempre de maneira imediata e coerente.
• Entrar em sala e, sem demora, iniciar a aula.
• Cobrar, com firmeza, mas sempre com bom humor (quando possível), a colaboração de todos e ser um árbitro sereno no cumprimento das regras de conduta consensualizadas com a classe.
• Falar com expressividade e clareza.
• Iniciar os trabalhos com um plano de aula simples, mas objetivo e coerente.
• Movimentar-se todo o tempo, manter-se alerta a todos e também a todas as ocorrências.
• Mostrar sempre disposição para manter a calma e a serenidade, mesmo em situações mais difíceis.
• Saber dar a devida importância ao tom de voz empregado e estudar a linguagem gestual.
• Jamais comparar-se a qualquer colega. Nunca comparar um aluno ou uma classe com outra.
• Distribuir com uniformidade, serenidade e justiça a atenção de todos.
• Analisar com calma as razões que podem levar alunos ao desinteresse ou a indisciplina e discutir, particularmente com os mesmos essa postura.
• Conhecer diferentes estratégias de ensino, jogos operatórios, técnicas de ensino e aprendizagem.
• Possuir projetos de avaliação claros e explícitos.
• Manter atualizados seus registros e suas notas.
• Cumprir com integridade tudo quanto prometeu.
• Assiduidade e pontualidade.
• Associar o conhecimento novo aos saberes que os alunos possuem.
• Preparar de maneira cuidadosa a aula.
• Traçar um projeto de atividades anuais, dividindo suas etapas semana após semana.
• Estabelecer, se possível em consenso com a classe, os limites desejáveis das condutas e cobrá-los sempre de maneira imediata e coerente.
• Entrar em sala e, sem demora, iniciar a aula.
• Cobrar, com firmeza, mas sempre com bom humor (quando possível), a colaboração de todos e ser um árbitro sereno no cumprimento das regras de conduta consensualizadas com a classe.
• Falar com expressividade e clareza.
• Iniciar os trabalhos com um plano de aula simples, mas objetivo e coerente.
• Movimentar-se todo o tempo, manter-se alerta a todos e também a todas as ocorrências.
• Mostrar sempre disposição para manter a calma e a serenidade, mesmo em situações mais difíceis.
• Saber dar a devida importância ao tom de voz empregado e estudar a linguagem gestual.
• Jamais comparar-se a qualquer colega. Nunca comparar um aluno ou uma classe com outra.
• Distribuir com uniformidade, serenidade e justiça a atenção de todos.
• Analisar com calma as razões que podem levar alunos ao desinteresse ou a indisciplina e discutir, particularmente com os mesmos essa postura.
• Conhecer diferentes estratégias de ensino, jogos operatórios, técnicas de ensino e aprendizagem.
• Possuir projetos de avaliação claros e explícitos.
• Manter atualizados seus registros e suas notas.
• Cumprir com integridade tudo quanto prometeu.
Ensinar utilizando diferentes recursos e estratégias para despertar a curiosidade e incentivar os alunos em sala de aula e projetos é eficiente medida contra a indisciplina.
• Fazer das perguntas uma eficiente ferramenta de aprendizagem.
• Não se desgastar ensinando aos alunos tudo aquilo que sozinhos eles podem aprender.
• Estimular o aluno para interpretar o aprendizado usando diferentes habilidades.
• Ensinar seus alunos a leitura dos saberes que se encontram em diferentes linguagens.
• Saber delegar aos alunos tarefas e funções junto à classe que explorem capacidades de aprender e de aprendizagem.
• Fazer revisões periódicas daquilo que foi aprendido.
• Organizar de forma eficaz, na medida dos possível em consenso com os alunos, o espaço da sala de aula e a disposição dos lugares de cada um.
• Cuidar da sua apresentação, dignificando a importância e até o sentido do ato pedagógico.
• Mostrar atenção aos problemas dos alunos.
• Concluir a aula de maneira amistosa e bem-humorada.
• Não se desgastar ensinando aos alunos tudo aquilo que sozinhos eles podem aprender.
• Estimular o aluno para interpretar o aprendizado usando diferentes habilidades.
• Ensinar seus alunos a leitura dos saberes que se encontram em diferentes linguagens.
• Saber delegar aos alunos tarefas e funções junto à classe que explorem capacidades de aprender e de aprendizagem.
• Fazer revisões periódicas daquilo que foi aprendido.
• Organizar de forma eficaz, na medida dos possível em consenso com os alunos, o espaço da sala de aula e a disposição dos lugares de cada um.
• Cuidar da sua apresentação, dignificando a importância e até o sentido do ato pedagógico.
• Mostrar atenção aos problemas dos alunos.
• Concluir a aula de maneira amistosa e bem-humorada.
É importante destacar que os passos sugeridos costumam ajudar a resolver parte expressiva dos problemas disciplinares; mas não os eliminam por completo. A continuidade de aplicação dos procedimentos é que pode garantir a perenidade dos bons comportamentos, da participação dos estudantes nas aulas, o debate em torno das idéias e conteúdos trabalhados,...
Para concluir, o professor precisa ser amigo dos alunos, companheiro e compreensivo, ter a mentalidade aberta e acompanhar o processo de construção do conhecimento, atuando como agente entre os objetos do saber e a aprendizagem e ter a certeza de que, quem educa semeia um futuro melhor...
Fonte:Blog Tia da Creche
A importância do sono para o crescimento e aprendizado infantil.
Para as crianças, o sono é ainda mais importante do que para os adultos, uma
vez que os hormônios do crescimento são produzidos justamente quando estão
dormindo. Problemas com o sono, portanto, podem prejudicar o processo de
desenvolvimento infantil.
vez que os hormônios do crescimento são produzidos justamente quando estão
dormindo. Problemas com o sono, portanto, podem prejudicar o processo de
desenvolvimento infantil.
O sono tem papel fundamental no aprendizado: 60% de um grupo de crianças de
seis a oito anos que dormiam menos de oito horas por dia apresentaram atraso
escolar, de acordo com a pesquisa realizada por Phillippe Mazet e Alain
Braconnier, especialistas e estudiosos franceses do assunto e autores do
livro "O sono das crianças e seus problemas". Segundo as conclusões do
estudo, a insônia ou as perturbações do sono afetam diretamente a capacidade
infantil de concentração e de memória, comprometendo o aprendizado e
podendo, até, provocar o comportamento hiperativo.
seis a oito anos que dormiam menos de oito horas por dia apresentaram atraso
escolar, de acordo com a pesquisa realizada por Phillippe Mazet e Alain
Braconnier, especialistas e estudiosos franceses do assunto e autores do
livro "O sono das crianças e seus problemas". Segundo as conclusões do
estudo, a insônia ou as perturbações do sono afetam diretamente a capacidade
infantil de concentração e de memória, comprometendo o aprendizado e
podendo, até, provocar o comportamento hiperativo.
No caso das crianças de um a seis anos, a insônia costuma estar ligada a
causas emocionais, muitas vezes relacionadas a mudanças bruscas, como por
exemplo a troca de escola, a chegada de um novo irmãozinho, briga ou
separação entre os pais, entre outras. Muitas vezes a apnéia, ou suspensão
da respiração, pode também ser um fator que resulte na perda do sono.
Costuma atingir crianças de três a seis anos - idade em que as amígdalas e
adenóides estão em crescimento. Quando isso acontece, elas roncam, sofrem
pequenos engasgos noturnos e interrompem o sono numerosas vezes. A solução
está nas intervenções cirúrgicas para desbloqueio das vias respiratórias.
causas emocionais, muitas vezes relacionadas a mudanças bruscas, como por
exemplo a troca de escola, a chegada de um novo irmãozinho, briga ou
separação entre os pais, entre outras. Muitas vezes a apnéia, ou suspensão
da respiração, pode também ser um fator que resulte na perda do sono.
Costuma atingir crianças de três a seis anos - idade em que as amígdalas e
adenóides estão em crescimento. Quando isso acontece, elas roncam, sofrem
pequenos engasgos noturnos e interrompem o sono numerosas vezes. A solução
está nas intervenções cirúrgicas para desbloqueio das vias respiratórias.
Outros casos, que não estejam ligados a causas orgânicas, que exigem
tratamento clínico, necessitam, igualmente, a atenção dos pais. A solução
está na descoberta do que pode estar angustiando os filhos. Um carinho especial,
tratamento clínico, necessitam, igualmente, a atenção dos pais. A solução
está na descoberta do que pode estar angustiando os filhos. Um carinho especial,
particularmente na hora de dormir, pode auxiliar muito. Só em
casos mais graves é necessária a ajuda de um psicoterapeuta.
casos mais graves é necessária a ajuda de um psicoterapeuta.
As Fases do Sono
Fase 1
Melatonina é liberada, induzindo o sono(sonolência)

Fase 2 Diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, (sono leve)
relaxam-se os músculos e cai a temperatura corporal
Fases 3 e 4 Pico de liberação do GH e da leptina; cortisol começa
(sono profundo) a ser liberado até atingir seu pico, no início da manhã
Sono REM Sigla em inglês para movimento rápido dos olhos, é o pico da
atividade cerebral, quando ocorrem os sonhos. O relaxamento muscular atinge
o máximo, voltam a aumentar as frequências cardíaca e respiratória
Fonte: "O sono da criança e seus problemas"- Ed. Bertrand Brasil
Publicado por: SOE ND Ipanema
Publicado por: SOE ND Ipanema
Os efeitos da TV no sono do seu filho.

Televisão, videogame, celular, computador. Esses eletrônicos cada vez mais fazem parte da rotina das crianças. Apesar da variedade de programas, desenhos animados, jogos, brincadeiras e redes sociais, o excesso de “tela” pode causar problemas de sonona vida das crianças.Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil de Seattle, nos Estados Unidos com 617 crianças entre 3 e 5 anos, mostrou que aquelas que assistem televisão após as 19h têm mais problemas para dormir - como dificuldade para adormecer, acordam várias vezes durante a noite, têm pesadelos e sonolência diurna.
A pesquisa também analisou o tipo de programação que essas crianças assistiam. Segundo os cientistas, programas com violência – como desenhos animados, novelas e filmes – geram uma dose extra de adrenalina no corpo, o que dificulta o sono das crianças. E para tanto, não importa a hora em que assistem aos programas. Mesmo que seu filho veja um desenho violento pela manhã, ele poderá ter dificuldade para dormir durante a noite.
Para chegar a esse resultado, os pesquisadores se basearam em relatos dos pais das crianças e perceberam também que aquelas com televisão no próprio quarto podem assistir até 40 minutos a mais que as outras por dia.
Segundo a pediatra norte-americana Michelle Garrison, autora da pesquisa, alguns estudos anteriores feitos nos Estados Unidos, mostram que, pelo menos, um em cada quatro crianças têm televisão em seus quartos. “Isso acontece porque muitas famílias acreditam erroneamente que assistir TV pode ajudar seus filhos a pegarem no sono”, diz a especialista.
Aqui no Brasil, a situação não é diferente. “Sou pediatra há 16 anos e tenho percebido que as crianças têm problemas de sono cada vez mais cedo e a causa, quase sempre, está no excesso de tela e na falta de um ritual para dormir, que deve começar antes de dormir”, diz o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Como reduzir as horas em frente à TV
Criar uma rotina de sono é fundamental. A partir das 18h, comece a diminuir o ritmo da casa. Dê um banho em seu filho para relaxar, em seguida, o jantar. O ideal é que seu filho deixe os eletrônicos de lado até uma hora antes de ir para a cama. Se ele já está acostumado com a TV, tente substituir por outra atividade. Que tal ler um livro, ouvir música, ver fotos ou jogar algo que ele goste? A recomendação é tirar a TV de uma vez, mas você pode combinar de ir reduzindo aos poucos ao longo de uma semana. E é preciso ser firme. Mesmo que seja difícil, ele vai acabar se acostumando.
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI247795-15041,00-OS+EFEITOS+DA+TV+NO+SONO+DO+SEU+FILHO.html
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI247795-15041,00-OS+EFEITOS+DA+TV+NO+SONO+DO+SEU+FILHO.html
Cuidado com a saúde das crianças durante as férias de inverno.
As férias escolares durante o inverno estimulamalimentação calórica e pobre em nutrientes. Sem rotinas rígidas e com tempo livre de sobra, a meninada abusa das guloseimas e do sedentarismo que podem promover baixa imunidade do organismo deixando as crianças suscetíveis às doenças de inverno.
De acordo com a nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Marina Citton Pasqua, uma alimentação balanceada e variada é a grande arma para aumentar a imunidade e aumentar a resistência às bactérias e vírus. “Gorduras e açúcares têm influência negativa sobre as células de defesa do organismo e devem ser evitados“, diz.
Além de alimentos ricos em vitaminas B, C, D, ácido fólico e minerais, simples temperos utilizados para cozinhar como cebola, alho e alecrim ajudam a evitar a multiplicação dos vírus dentro de nossas células. O iogurte também tem propriedades benéficas sobre as bactérias intestinais, reforçando a imunidade intestinal e dificultando a passagem de vírus e bactérias agressivas para dentro do organismo.
“Os alimentos que não podem faltar na alimentação infantil nesse clima de frio são os líquidos como água, sucos de frutas naturais, água de coco e chás. Uma boa opção para esquecer o frio são as sopas preparadas com diversos legumes e verduras. Como são ricas em vitaminas e minerais auxiliam na manutenção do sistema imunológico”, diz.Segundo a cardiopediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Silvana Vertematti, durante o mês de julho é importante que os pais monitorem o tempo que os filhos ficam na frente da televisão e computador. Incentivar as crianças a praticar atividades que movimentem o corpo e agucem a mente é fundamental.“Jogos lúdicos de tabuleiro que usem a criatividade e exercícios de quadra – como futebol e vôlei – devem ser praticados mesmo nos dias mais frios”, afirma a especialista que também alerta sobre a necessidade de manter os filhos hidratados, evitar lugares aglomerados e não exagerar nos agasalhos durante o período de férias no inverno. “É preciso agasalhá-las, mas deve-se ter em mente que as crianças sentem o mesmo calor que os adultos. Sendo assim não se deve exagerar.”
Algumas combinações saudáveis e saborosas que contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico são:
- Salada de frutas com laranja, maçã, uva niágara e morango, rica em antioxidantes;
- Cereal matinal com flocos de aveia, granola, nozes ou castanha-do-pará associado ao iogurte ou a frutas diversas;
- Coalhada com frutas e mel;
- Frango, peixe ou carne vermelha podem ser ingeridos com legumes e verduras variadas durante a semana.
DESENVOLVENDO A CAPACIDADE DE APRENDER.
São três os fatores que influem no desenvolvimento da capacidade de aprender:
Primeiramente, a atitude que querer aprender. É preciso que a escola desenvolva, no aluno, o aprendizado dos verbos querer e aprender, de modo a motivar para conjugá-los assim: eu quero aprender. Tal comportamento exigirá do aluno, de logo, uma série de atitudes como interesse, motivação, atenção, compreensão, participação e expectativa de aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser pessoa.O segundo fator diz respeito às competências e habilidades, no que poderíamos chamar, simplesmente, de desenvolvimento de aptidões cognitivas e procedimentais. Quem aprende a ser competente, desenvolve um interesse especial de aprender. No entanto, só desenvolvemos a capacidade de aprender quando aprendemos a pensar. Só pensamos bem quando aprendemos métodos e técnicas de estudo. É este fator que garante, pois, a capacidade de auto-aprendizagem do aluno.
O terceiro fator refere-se à aprendizagem de conhecimentos ou conteúdos. Para tanto, a construção de um currículo escolar, com disciplinas atualizadas e bem planificadas, é fundamental para que o aluno desenvolva sua compreensão do ambiente natural e sociais, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade, conforme o que determina o artigo 32 da LDB.
Um pergunta, agora, advém: saber ensinar é tão importante quanto saber aprender? Responderei assim: há um ditado, no meio escolar, que diz assim: quem sabe, ensina. Muitos sabem conhecimentos, mas poucos ensinam a aprender. Ensinar a aprender é ensinar estratégias de aprendizagem. Na escola tradicional, o P, maiúsculo, significa professor-representante do Conhecimento; o C, maiúsculo, significa Conhecimento acumulado historicamente na memória social e na memória do professor e o a, minúsculo, significa o aluno, que, a rigor, para o professor, e para a própria escola, é tábula rasa, isto é, conhece pouco ou não sabe de nada. Isto não é verdade. Saber ensinar é oferecer condições para que o discípulo supere, inclusive, o mestre. Numa palavra: ensinar é fazer aprender a aprender, de modo que o modelo pedagógico desenvolva os processos de pensamento para construir o conhecimento, que não é exclusividade de quem ensina ou aprende.
É papel dos professores levar o aluno a aprender para conhecer, o que pode ser traduzido por aprender a aprender, em que o aluno é capaz de exercitar a atenção, a memória e o pensamento autônomo.
As maiores dificuldades dos docentes residem nas deficiências próprias do processo de formação acadêmica. Nas universidades brasileiras, os cursos de formação de professores (as chamadas licenciaturas) se concentram muito nos conteúdos que vêm de ciências duras, mas se descuidam das competências e habilidades que deve ter o futuro professor, em particular, o domínio de estratégias que permitam se comportar docentes eficientes, autônomos e estratégicos.
Os docentes enfrentam dificuldades de ensinar a aprender, isto é, desconhecem, muitas vezes, como os alunos podem aprender e quais os processos que devem realizar para que seus alunos adquiram, desenvolvam e processem as informações ensinadas e apreendidas em sala de aula. Nesse sentido, o trabalho com conceitos como aprendizagem, memória sensorial, memória de curto prazo, memória de longo prazo, estratégias cognitivas, quando não bem assimilados, no processo de formação dos docentes, serão convertidos em dores de cabeça constantes, em que o docente ensina, mas não tem a garantia de que está, realmente, ensinando a aprender. A noção de memória é central para quem ensinar a aprender.
As maiores dificuldades dos alunos residem no aprendizado de estratégias de aprendizagem. A leitura, a escrita e a matemática são meios ou estratégias para o desenvolvimento da capacidade de aprender. Entre as três, certamente, a leitura, especialmente a compreensão leitora, tem o seu lugar de destaque.
Ler para aprender é fundamental para qualquer componente pedagógico do currículo escolar. Através dessa habilidade, a leitura envolve a atividade de ler para compreender, exigindo que o aluno, por seu turno, aprenda a concentrar-se na seleção de informação relevante no texto, utilizando, para tanto, estratégias de aprendizagem e avaliação de eficácia.
Aprender, pois, a selecionar informação, é um tarefa de quem ensina e desafio para A escola e a família são instituições ainda muito conservadoras. Nisso, por um lado, não há demérito mas às vezes também não há mérito. No Brasil, muitas escolas utilizam procedimentos do século XVI, do período jesuítico como a cópia e o ditado. Nada contra os dois procedimentos, mas se que tenham uma fundamentação pedagógica e que valorizem a escrita criativa do aluno, decerto, terão pouca repercussão no seu aprendizado.
Muitas escolas, por pressões familiares, não discutem temas como sexualidade, especialmente a vertente homossexual. Sexualidade é tabu no meio familiar e no meio escolar mesmo numa sociedade que enfrenta uma síndrome grave como a AIDS. A escola ensina, como paradigma da língua padrão, regras gramaticais com exemplário de citações do século XIX, e não aceita a variação lingüística de origem popular, que traz marcas do padrão oral e não escrito. E assim por diante. São exemplos de que a escola é realmente conservadora.
Isso acontece também com as pedagogias. Tivemos a pedagogia tradicional, a escolanovista, piagetiana, Vigostky e já falamos em uma pedagógica pós-construtivista com base em teoria de Gardner. Umas cuidam plenamente de um aspecto do aprendizado como o conhecimento, mas se descuidam completamente da capacidade cognitiva e metacognitiva, interesses e necessidades dos alunos.
Na história educacional, no Brasil, os dados mostram que quanto mais teoria educacional mirabolante, menos conhecemos o processo ensino-aprendizagem e mais tendemos, também a reforçar um distanciamento professor-aluno, porque as pedagogias tendem a reduzir ações e espaços de um lado ou do outro. Ora o professor é sujeito do processo pedagógico ora o aluno é o sujeito aprendente. O desafio, para todos nós, é o equilíbrio que vem da conjugação dos pilares do processo de ensino-aprendizagem: mediação, avaliação e qualidade educacional.
Seja como for, o importante é que os docentes tenham conhecimento dessas pedagogias e possam criar modelos alternativos para que haja a possibilidade de o aluno aprender a aprender, ou seja, ser capaz de descobrir e aprender por ele mesmo, ou, em colaboração com outros, os procedimentos, conhecimentos e atitudes que atendam às novas exigências da sociedade do conhecimento.
A Constituição Federal, no seu artigo 205, e a LDB, no seu artigo 2, preceituam que a educação é dever da família e do Estado. Em diferentes momentos, a família é convocada, pelo poder público, a participar do processo de formação escolar: no primeiro instante, matriculando, obrigatoriamente, seu filho, em idade escolar, no ensino fundamental.
No segundo instante, zelando pela freqüência à escola e num terceiro momento se articulando com a escola, de modo a assegurar meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento e zelando, com os docentes, pela aprendizagem dos alunos.
O papel da família, no desenvolvimento da capacidade de aprender, é tarefa, pois, de natureza legal ou jurídica, deve ser, pois, o de articular-se com a escola e seus docentes, velando, de forma permanente, pela qualidade de ensino.
O papel, pois, da família é de zelar, a exemplo dos docentes, pela aprendizagem. Isto significa acompanhar de perto a elaboração da proposta pedagógica da escolar, não abrindo mão de prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento ou em atraso escolar bem como assegurar meios de acesso aos níveis mais elevados de ensino segundo a capacidade de cada um.
As mídias convencionais ou eletrônicas apontam para uma revolução pós-industrial, centrada no conhecimento. Estamos na chamada sociedade do conhecimento em que um aprendente dedicado à pesquisa pode, em pouco tempo, superar os conhecimentos acumulados do mestre. E tudo isso é bom para quem ensina e para quem aprende.
O conhecimento é possível de ser democraticamente capturado ou adquirido por todos: todos estão em condições de aprendizagem. Claro, a figura do professor não desaparece, exceto o modelo tradicional do tipo sabe-tudo, mas passa a exercer um papel de mediador ou instrutor ou mesmo um facilitador na aquisição e desenvolvimento de aprendizagem.
A tarefa do mediador deve ser, então, a de buscar, orientar, diante das diversas fontes disponíveis, especialmente as eletrônicas, os melhores sites, indicando links que realmente trazem a informação segura.
Infelizmente, por uma série de fatores de ordem socioeconômica, muitos docentes não acessam a Internet e, o mais grave, já sofrem conseqüência dessa limitação, levando, para sala de aula, informações desatualizadas e desnecessárias para os alunos, especialmente em disciplinas como História, Biologia, Geografia e Língua Portuguesa.
Vicente Martins
http://cantinhoinfantiltialane.blogspot.comRetirado do blog:
quarta-feira, 6 de julho de 2011
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